sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Meu Projeto de intervenção

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Faculdade de Artes Visuais
Licenciatura em Artes Visuais
Estágio Supervisionado III
Questões Multiculturais para o Ensino de Arte
Professoras formadoras: Ms. Noeli Batista dos Santos
Rogéria Eller
Profa. Dra.Leda Guimarães
Orientador(a) acadêmico: Isabella Morena
Eduardo Araújo de Ávila

Aluno(a): Maria do Socorro de Carvalho
Pólo: Formosa - GO



RELATÓRIO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO ARTÍSTICO-PEDAGÓGICA

Ao iniciar a Disciplina de Estágio Supervisionado no começo do semestre no dia 02 de agosto de 2010 veio surpresa, estágio dessa vez na seria na escola e sim, fora dela, ou seja, no Bairro em que moramos
No dia do primeiro encontro presencial do semestre depois de todas as explicações vieram às dúvidas. Como será que tenho que fazer esse estágio? Como irei fazer esse percurso? Como escolher minha porta de entrada? Mas o que mais me deixou confiante foi quando fizemos a carta que ao lê-las muitas foram emocionantes.
A escolha não foi fácil, mas resolvi fazer meu percurso. Fiz várias vezes meu percurso e filmei por três vezes até chegar ao meu percurso. No dia 18/09/2010. Pois ia fazer na venda de um senhor aposentado de nome Manoel. Só que andando um di encontrei o garoto que mudou tudo, e que comecei a trabalhar na casa dele como minha porta de entrada. Fui a casa dele por várias vezes combinei tudo com a mãe dele para fazer minha intervenção.
No segundo encontro presencial (15/10/2010) levei meu plano de ação toda empolgada com minha porta de entrada. O trailer que fiz me deixou mais animada com tudo até a música tinha uma grande correspondência com minha porta de entrada.
Voltei da aula toda empolgada planejando várias coisas, mas tive que mudar de porta de entrada. E resolvi procurar por perto onde podia trabalhar minha intervenção. Encontrei um orfanato onde fui bem recebida e comecei a mostrar o que trabalharia com as crianças.
No dia 20/11/2010, fiz minha intervenção e contei com a ajuda do time de Handebol “ANJOS”, e fizemos um dia de ação social com a oficina de Decoupage com Materiais Recicláveis, entrega de presentes e donativos. E tiramos muitas fotos. Ficamos de voltar lá em janeiro para fazer mais oficinas com materiais recicláveis.
A avaliação da minha intervenção foi positiva e de um grande aprendizado, e como cita Cora Coralina em seu poema ”Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” e como cita a frase apre3ndi muito com a vivência dessas crianças.
A importância da Intervenção para todos os envolvidos foi ver o quanto foi satisfatório ver aquelas crianças querendo fazer a oficina e o quanto eles aprenderam com tudo.
Com cita Paro (2001, p.37) Por isso é que se pode dizer que ensino e aprendizagem são duas faces de uma mesma moeda. Não pode existir uma, se não existe a outra. Não há ensino, se não deu o aprendizado.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

fotos da minha intervenção 20/11/2010









A avaliação da minha intervenção foi positiva e de um grande aprendizado, e como cita Cora Coralina em seu poema ”Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” e como cita a frase apre3ndi muito com a vivência dessas crianças.
A importância da Intervenção para todos os envolvidos foi ver o quanto foi satisfatório ver aquelas crianças querendo fazer a oficina e o quanto eles aprenderam com tudo.














A busca do conhecimento por meio da arte, faz com que o indivíduo torne a arte um grito incessante por um novo aprendizado.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

MINHA CIDADE

Cidade menina
que tudo ensina
que traz para si as festa divinas
Cidade mulher
Que sabe o que quer
Que cuida de todos
Com seu bom coração.
Cidade que começa acordar
para o bem praticar
Cidade que noite adormece
para durante dia trabalhar.
Cidade que deixou de ser dormitória
Para depois de anos
Entrar na história.
Cidade pequena em que todos se encantam
que as vezes esbraveja
por tantas tristezas
com tantas crianças descalças que perde o encanto.

Autora: Maria do Socorro de Carvalho(Help)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Meu percuso Etnográfico

Resumo Estágio Supervisionado 3

Unidade 1
As cidades e suas possibilidades educativas

O Estágio I trouxe a oportunidade de re-avaliarmos nossa prática docente, ao mesmo tempo em que reconstruímos essa prática em outros paradigmas conceituais, teóricos e práticos, com nossos mapeamentos e cartografias, bem como nossas metáforas conceituais. Para muitos de nós, foi a oportunidade de termos as primeiras aproximações investigativas com espaços educativos, escolas, salas de aulas. Isso pode ter se tornado ainda mais desafiante também por termos uma orientação voltada para tais paradigmas conceituais, interacionistas, e com abordagens chamadas ideográficas - muito diferentes do que, em geral, fomos formados.

1.1 A cidade educativa : seus lugares , seus habitantes , seus ofícios , sua cultura

O desafio é olhar para a cidade de uma maneira diferente, nesse sentido trazido pelo poeta - olhar daquele que acaba de chegar, de quem acaba de nascer para a eterna novidade do mundo. Ver aquilo que nunca havíamos prestado atenção no contexto cotidiano, no dia a dia. Pensar a cidade enquanto um organismo vivo, dinâmico, que trás uma história construída ao longo dos tempos (seja ela recente ou de longa data), uma história feita pelos seus habitantes, cada um com suas relações, suas profissões, seus ofícios, sua cultura; a cidade formada, por seus lugares; físicos, afetivos, simbólicos. A cidade que é feita pelas mãos daqueles que as constroem.

[…] falar em produção do espaço é falar desse espaço como componente da produção social em geral […]. Isso é diferente de falar em organização, que ressalta a forma e o aspecto técnico dessa forma, que destaca também um sentido de exterioridade frente ao modo de produção da sociedade, um sentido de neutralidade frente a esse modo de produção. (CAVALCANTI, 2001, p. 13).

Aqui você deve se lembrar do conceito de cultura com o qual estamos trabalhando. A cultura diz respeito a todos os fazeres, saberes e viveres pelos quais as pessoas se constituem em seus lugares, nas suas cidades, nas suas terras. A cultura diz respeito às diferentes maneiras como as pessoas trabalham, produzem, pensam as mais diferentes profissões/ações que compõem a vida da sua cidade – a sua dinâmica, as particularidades de cada bairro. Orientamos para uma perspectiva em que

[…] torna-se relevante compreender a cidade como um lugar que abriga, produz e reproduz culturas. Na realidade, para a análise da cidade como modo de vida materializado cotidianamente, como ‘espaço banal’ (Santos, 2000), é mesmo imprescindível a consideração dessa instância cultural. (CAVALCANTI, 2001, p. 19)

1.2 Imagens : (des )construções - Proposta para um passeio etnográfico

Ver a cidade constitui-se ainda uma experiência corporal. Trata-se do corpo propriando-se do espaço da cidade e percebendo tanto o odor de um rio fétido, quanto a brisa suave no final da tarde. O corpo também está atento à violência, aos sinais de trânsito, ao asfalto quente, ao verde. Ele é tanto entidade formuladora de imagens quanto elemento constitutivo da imagem, pois é parte integrante da paisagem urbana. O corpo também é objeto de discurso. Papel ambíguo esse do corpo.Objeto e sujeito de discursos. (ARRAIS, 2001, p. 179)

Após os estudos e exercícios das unidades anteriores essa caminhada imaginária pela cidade, tomando para si tudo aquilo que este passeio pode ter suscitado, sugerimos que você “bote o pé na rua” e caminhe de fato pela sua cidade exercitando o que o conselho da professora Flávia Bastos:


Tornar o familiar estranho !!!

Frequentemente, a arte que existe em nossa vida cotidiana é invisível. No entanto, quando a arte local é interpretada a partir do seu contexto, essa interpretação aciona não só uma maior compreensão da arte em si, mas também uma análise crítica do sistema de produção e dos valores nela refletidos (...). O perturbamento do familiar descreve esse processo de tornar visível a arte e a cultura locais(...). (BASTOS, 2006)